Acreditamos que saúde e doença são dimensões adaptativas da existência, condições típicas dos seres vivos em evolução numa dinâmica instável. Isso nos faz crer, sempre, que as pessoas são capazes de encontrar o melhor padrão adaptativo para suas existências, respeitados os limites, as possibilidades e o contexto. A inclusão de terapeutas na vida das pessoas deve facilitar este processo, estimulando os sujeitos na busca do melhor de si próprios. A inclusão da pessoa do terapeuta nas vidas das famílias ou dos indivíduos se define como um evento único e irreversível, cercado de uma atmosfera mágica. A magia não reside em poderes místicos dos terapeutas, mas no imenso leque de possibilidades, uma vez que as pessoas fazem dos encontros com estes profissionais o melhor que podem.
Em consonância com esta certeza e com o que propõem autores consagrados na atualidade, a Prontamente busca oferecer serviços clínicos nas áreas de psiquiatria e psicoterapia pautados em premissas que nos levam a definir nosso modelo de trabalho como:
FOCAL: tratamentos planejados a partir do reconhecimento de evidências clínicas (os problemas, queixas ou sintomas de cada paciente) e nas relações ou condições de vida no presente (aqui-agora). Buscamos integrar as contribuições da psicopatologia descritiva e de modelos de avaliação diversos, sejam eles em atendimento individual ou familiar, quando indicado.
CONTEXTUAL: nenhum modelo terapêutico pode ser desenvolvido à margem do que se vive no mundo. Questões relevantes na vida social, como gênero, etnia, estigmas, política, economia e tantas outras demandam dos terapeutas sensibilidade e cuidados específicos. A dimensão ecossistêmica da prática clínica oferece meios de ser efetivo neste sentido.
COMPLEXO: a atualidade exige a aproximação e a integração de múltiplos referenciais, o que leva à necessidade de articulação entre disciplinas, teorias e técnicas.
NARRATIVO E VIVENCIAL: empregamos, de modo articulado ou com predominância de algum dos recursos, conforme o desenvolvimento dos processos terapêuticos e suas sucessivas reavaliações, contribuições e técnicas consagradas como os modelos sistêmico (estrutural, simbólico-experiencial e intergeracional), cognitivo-comportamental e psicanalítico (psicologia do self e terapias dirigidas ao insight), além de recursos das teorias da comunicação, do psicodrama e da prescrição de tarefas, entre outros.